Mostrando postagens com marcador Raquel Freire. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Raquel Freire. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Frase do dia: Os Estados Unidos não podem resolver todos os problemas do mundo sozinhos...

Grande novidade!
A nova estratégia oficial de segurança dos EUA ressalta que o país precisa de ajuda para conseguir manter a segurança mundial. Isso é incrível!

1°- Os EUA nunca resolvem problema nenhum, ao contrário. Para mim, o país é o causador deles. Se os Estados Unido deixasse de ser a “salvação mundial” e parasse se se meter na economia, sociedade e cultura dos outros países já seria de grande ajuda.

2°- Segundo Barack Obama, os Estados Unidos vão continuar a assegurar a segurança mundial, porém precisam de cooperação dos outros países. O que eu não entendo é o que significa “segurança mundial” no conceito dos Estados Unidos. Porque qualquer pessoa é capaz de compreender que os EUA causam guerras, destruição, miséria e terrorismo aos outros países para manter seu 'estilo de vida', sua economia e seus interesses. Será que os EUA estão preocupados com a segurança na África? Porque o país não perdoa sua dívida e assim, deixa de causar a miséria, a fome e a morte de milhares de pessoas por dia? E porque não retiram, também, as suas tropas do Iraque?

3°- Por que será que o País está tão preocupado com o fato do enriquecimento de urânio do Irã? Por que a secretária de Estado, Hillary Clinton, critica tanto o acordo entre Brasil, Irã e Turquia? O mundo se tornará mais perigoso? Será que o mundo está em perigo, ou a economia dos EUA está em perigo? Por que só os Estados Unidos têm medo das bombas que podem ser construídas com o Urânio?

Essa é uma suposição deles, porque como foi dito, o urânio 20% enriquecido pode servir para a fabricação de remédios e não de bombas. Tudo bem que tem o restante do urânio, que sabe lá Deus o que pode ser feito e é importante verificar isso, mas os EUA é o último indicado para fazer sanções, pelo menos ao meu ver. Um país que não quer perder sua potencialidade e continuar sendo um império dominante, dizendo o que pode e o que não pode ser feito pelos outros países, não se preocupa realmente com o mundo, e sim, com seu domínio sobre ele.

Os EUA ao mudar de presidente, mudou apenas de discurso porque as práticas são as mesmas do governo anterior. O atual presidente assumi que o país não pode nada sozinho, mas continua a afirmar o sonho americano, de que o país é o responsável pelo mundo.

Por Raquel Freire

De 'cara nova'

O jornal Folha de São Paulo reformulou a parte gráfica para deixá-lo mais legível e incisivo, com mudanças na diagramação (agora as fotos estão maiores) e na fonte das letras. Outras alterações foram feitas também no editorial, como a contratação de 29 colunistas, de diversas áreas do mercado, nos nomes dos cadernos, mais valorização de análises, entre outras.

O objetivo do Jornal é tornar os assuntos por ele abordado mais acessíveis, mais analíticos e mais apurados. O Jornal impresso carecia de mudanças como essas. Lendo as matérias publicadas nesse novo formado, pude perceber que essas mudanças ajudaram muito, tanto na leiturabilidade, quanto na compreensão dos assuntos. Uma matéria do caderno de ciências, por exemplo, que antes tinha que ser lida umas duas vezes, agora já consigo compreender na primeira.

Não posso afirmar que isso é o bastante para melhorar a imagem que muitas pessoas têm do jornalismo impresso, como 'chato' e 'difícil', mas já é um bom começo para melhorá-lo.

A Folha on-line mudou de nome. Agora é Folha.com, também com diagramação renovada, onde novos desenhos e seções foram concebidos para facilitar a navegação.

Uma das mudanças que mais apreciei é que, de acordo com a nova proposta, o Jornal está mais “social”. Não sei ao certo se sim, mas tive a impressão de que com essas mudanças, as pessoas poderão se interessar mais pelas notícias e assuntos abordados, desde políticos, como científicos.

Pode ingenuidade, ou otimismo elevado, mas compreendo que o que faz as pessoas perderem o interesse por determinado assunto, é a complexidade com que ele é tratado. Afinal, ninguém gosta de ler algum texto e, ao final, ficar com cara de interrogação. Se as matérias passarem a ser 'acessivas', com certeza haverá mais publico para elas.

Outro ponto que e chamou atenção foi o enfoque do caderno 'Poder', que substitui o 'Brasil'. O Caderno cobre assuntos relacionados à política, poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, movimentos sociais, religião, organizações da sociedade, enfim, tudo o que se refere à disputa pelo poder. A proposta do Jornal é analisar o comportamento dessas entidades. As mudanças ainda incluem novo enfoque para cobrir as eleições presidenciais deste ano. Não sei se essa notícia é muito boa...

Segundo Vera Magalhães, editora do Caderno, a cobertura será voltada para análise dos discursos dos candidatos, esmiuçando propostas e verificando sua viabilidade e haverá menos espaços para reprodução das declarações dos candidatos. Certo, mas aí entra a crítica: a imprensa muitas vezes age de acordo com interesses particulares. Será que essa análise será a mais próxima da realidade dos discursos, ou será moldada pelos interesses privados?

Bom, o que podemos fazer é ficar atento para não ser manipulados pelas opiniões previamente formuladas. Manter-se informado é imprescindível para que possamos gerar mudanças necessárias para o desenvolvimento da sociedade, mas as informações devem ter qualidade, veracidade e clareza e não apenas um 'visual legal', ou uma leitura agradável.

Por Raquel Freire

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Amazônia após MP458

Depois que a Medida Provisória foi sancionada pelo presidente Lula, a Amazônia está agora, em grande parte, nas mãos dos “novos” posseiros, que têm direitos de trabalharem da maneira como quiserem.


Bom, sabemos que com isso a “nossa” Amazônia só tem a perder. Sabemos dos motivos que levaram os parlamentares e o presidente a tomarem tal decisão. Temos que concordar que esses posseiros trabalhavam em situação ilegal e que dessa forma não tinham como ser monitorados. Com essa medida o governo vai ter mais oportunidade de inspecionar a forma como eles estão trabalhando e as agressões feitas à floresta.


O grande problema é que a área “doada” ou se preferir vendida (a preço de banana) é muito grande; e muitas áreas com irregularidades irão passar despercebidas. Dessa forma, sabemos que essa medida não pode ser considerada uma solução para esses problemas, ao contrário, ela causará muitos outros.


Como diz o procurador federal em Belém (PA), Ubiratan Cazzeta, "A MP vai permitir o avanço dos agentes econômicos da maneira que eles desejem e não de acordo com um planejamento de Estado”, ainda acrescenta: "Sem contar que a lei provavelmente vai abrir espaço para a oficialização de antigas fraudes."


Outro grande problema é que apesar dessas terras serem ricas, com grande diversidade de flora e fauna, ela foi praticamente doado a esses posseiros. Ou seja, as nossas terras que são importantíssimas não só para nós, mas também para todo o planeta, pois contribui para a boa qualidade do ar e também para a sustentabilidade; é distribuída aos grileiros que por muito tempo desfrutou dessas terras sem pagar nada e agora são recompensados por esses atos. Se eles estão recebendo, deveriam pagar por elas o preço justo.


"Hoje em dia, já fica mais barato para um fazendeiro da Amazônia desmatar mais um pedaço de floresta do que recuperar um terreno já desgastado" avalia a diretora do programa Amazônia da ONG Conservação Internacional, Patrícia Baião. "Se o governo passar essa ideia de que a terra na Amazônia pode ser de graça, esse fenômeno pode até aumentar."


Engraçado, para os Índios conseguirem um pedaço de terra para plantar, colher... e assim poder viver com sua comunidade, o governo não se empenha em aprovar uma medida como essa. Eles têm que lutar, se humilhar e, como sabemos, infelizmente até morrem para que isso possa acontecer. Vemos, também, o grande movimento dos Sem Terra que lutam há anos para conseguirem um lugar para morar com suas famílias e não conseguem.


Como o governo se interessa em resolver à situação de uns e se esquecem de outros? Novidade isso não?

Bom, mas voltando ao objetivo do texto, que é a MP458, temos que ficar de olhos abertos e exigir que o governo cumpra com o prometido e vistorie essas áreas com grande rigor.


"O que as autoridades têm que fazer é uma varredura completa da Amazônia. É preciso ir de propriedade em propriedade, marcando em um mapa exatamente onde está cada fazendeiro. Só assim dá para fiscalizar e saber a quem punir quando houver alguma irregularidade." Diz o pesquisador do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Paulo Barreto.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Não à MP 458!



A MP 458 apresentada pelo Congresso Nacional no dia 02/06, tem como objetivo a privatização de mais de 26 milhões de hectares de terras da Amazônia. A medida possibilita que 80% das terras públicas apropriadas irregularmente beneficiem grileiros e empresas privadas.
Após uma longa disputa, a bancada ruralista conseguiu nos impor por uma apertada maioria de 23 votos a favor a 21 contra, a Medida Provisória 458, a MP da Grilagem.
Agora a aprovação dessa medida está nas mãos do presidente da República. Cabe a ele decidir o futuro dessas terras, assinando ou não essa medida.
A Amazônia já foi explorada demais. Se continuar dessa maneira, em pouco tempo não nos restará mais nada dela. Com a privatização dessas terras, o desmatamento aumentará e mudanças climáticas continuaram em ritmo cada vez mais acelerado. Não só o Brasil, mas todo o planeta sairá perdendo.
Sabemos que a privatização nunca foi e jamais será um bom caminho para o desenvolvimento de um país. Não queremos ver as nossas terras, que nem precisa falar aqui da importância que tem para todo o planeta, nas mãos de um pequeno grupo de ruralistas que as utilizaram para seus próprios interesses, tirando proveito de suas riquezas e explorando mão de obra para encher seus bolsos de dinheiro. Enquanto muitos sofrem sem moradia, alimentação e dignidade. Dessa maneira nunca iremos atingir a justiça e a igualdade social que tanto precisamos.
A responsabilidade para evitar esse desastre está nas mãos daquele que o criou, o presidente Lula.
Essas injustiças não podem continuar acontecendo. Não podemos permitir que essas ações sejam cometidas. Por isso, peço a vocês que colaborem com essa campanha Não à MP 458, pedindo ao presidente que não assine esta medida. Ligando diretamente para o telefone do Gabinete do Lula: (61) 3411.1200 ou (61) 3411.1201 ou enviando um e-mail pelo link: https://sistema.planalto.gov.br/falepr2/index.php.
Faça sua parte. Afinal, todos nós ficaremos muito gratos se essa injustiça não for cometida.