terça-feira, 23 de junho de 2009

A farra do boi na Amazônia

A indústria da pecuária é o maior vetor de desmatamento no mundo inteiro!!!


A indústria da pecuária na Amazônia é responsável por um em cada oito hectares desmatados no mundo. Os esforços para a reduzir as emissões de gases poluentes e para frear o desmatamento estão incluindo uma série de mudanças ligadas à esse setor.

A Amazônia apresenta a maior média anual de desmatamento do que qualquer outro lugar do mundo. A indústria da pecuária na Amazônia brasileira é responsável por 14% do desmatamento global anual.

De acordo com o próprio governo brasileiro: ‘A pecuária é responsável por cerca de 80% de todo o desmatamento’ na região Amazônica. Nos anos recentes, a cada 18 segundos, um hectare de floresta Amazônia é convertido em pasto.

O Brasil possui o maior rebanho comercial do mundo e é o maior exportador mundial de carne. O governo brasileiro planeja dobrar a participação no comércio global de carne até 2018.

Até 2018, o governo pretende que o Brasil forneça quase duas de cada três toneladas de carne comercializada internacionalmente. O governo brasileiro é sócio da destruição!!!

O Brasil se apresenta como líder mundial no combate ao desmatamento. Na conferência de clima realizada na Polônia, em 2008, o governo brasileiro anunciou seu Plano Nacional de Mudanças Climáticas, incluindo o compromisso de reduzir em 72% a taxa de desmatamento até 2018. Dá para entender???

As florestas mantêm sistemas ecológicos essenciais para a manutenção da vida. A sobrevivência cultural de muitas comunidades indígenas depende de suas florestas. Também tem um papel fundamental na preservação da biodiversidade, pois quase metade das espécies terrestres de fauna e flora é encontrada na Amazônia.

A esperança ainda existe!!!

Podemos perceber que as mudanças estão começando a surgir. Grandes supermercados como Carrefour, Wal Marte, Pão de Açúcar e Marfrig já anunciaram que não vão mais comprar carnes que venham de áreas de desmatamento na Amazônia.

E nós podemos ainda mais!!! O Brasil precisa adotar imediatamente um programa nacional de combate ao desmatamento na Amazônia.
Para proteger e desenvolver a região amazônica, é preciso encontrar soluções ecológica e economicamente viáveis, que ofereçam prosperidade às populações da floresta e segurança ao meio ambiente.

Seja um consumidor responsável: Consuma produtos que você relmente saiba de onde vem e como chegou até você. Exija explicações sobre o que você está consumindo. Se tiver duvidas quanto o seu percurso, não compre. Faça-se ser respeitado agindo de maneira ecológica e socialmente correta. Não só nós ganhamos com essas atitudes, mas sim todo o mundo!!!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O frio dói de verdade. Dói o corpo, dói a alma...

É galera, o inverno está chegando. Uma das estações mais gostosa do ano. Há quem goste do frio apenas para ficar em casa debaixo dos cobertores, assistindo um filme, comendo alguma coisa, descansando. E há também, aqueles que gostam do frio para tudo. Para sair de casa, trabalhar, andar por ai...
Mas, onde quero chegar com este assunto é falar da precariedade da situação da população de rua nesse inverno. Principalmente nessa cidade, que o frio é realmente de doer.
Sabemos que para essas pessoas o frio chega a causar pânico. Com diz o ex morador de rua, Sebastião Nicomedes, que agora desenvolve um projeto junta à Ocas”: “... Sabe o que é sentir as costas geladas por dentro e por fora, ter dores de dente, de ouvido, com a cabeça dando pontadas ao mesmo tempo, com fome e a gripe perigando virar tuberculose? Tem espirros que só faltam explodir a gente por dentro. Faz doerem as costelas. E as tosses violentas ao peito já sufocado...”. Ainda acrescenta: “... O frio dói de verdade, dói o corpo, dói a alma. Tem noites em que se tem a impressão de que a morte vai chegar de madrugada, transformar a gente em pedra de gelo...
Acreditem: o frio enlouquece, adoece, humilha”.


Muitas pessoas nessa situação tentam driblar o frio com cachaça e depois acabam morrendo. Ou morrem mesmo por hipotermia. Em um trabalho que o projeto Ocas” saindo das ruas desenvolveu nas ruas de São Paulo, entrevistando alguns moradores de ruas, podemos constatar essa gravidade que é o inverno para eles.


“o frio é terrível. E quando venta muito você tem que procurar lugar para fiar. Suportar é difícil. E quando chove também, tem que ir para algum lugar coberto. Agora deram para jogar água. Em vez de lavarem a rua, lavam a gente, que é sofredor. A gente ficava no Parque D. Pedro, a uma hora da manhã pegaram tudo, cesta básica, nossa comida. Ir para albergue? Albergue é sem futuro. Só explora sua pessoa...” Carlos Rodrigues, Walter Luis, Alex Silva e Anderson Gomes.

“eu queria falar pra arrumar uma coberta pra mim. Vixe, meu, coisa ruim o frio! Tem gente que se embebeda tanto, não consegue nem catar um papelão pra se cobrir. O chão já é gelado. Se você não se proteger, o frio mata. Todo ano o frio mata.” Gilson, 40


Será que nós não estamos sendo frios em meio a essas situações?
Como podemos conviver com tanta desigualdade e achar tudo normal?
O que podemos fazer para ajudar essas pessoas? Será que é somente dar esmolas?
Por que achamos melhor ficar quietos e deixar o governo fazer o que querer com nosso dinheiro ao invés de proporcionar uma vida digna para todos de forma justa e igualitária?
Sempre que o inverno chega, pensamos em comprar novos agasalhos, mais bonitos e quentinhos, pois os que temos estão velhos. Saíram de moda.
Temos que nos conscientizar e deixarmos de ser egoístas. Parar de pensar apenas em nós mesmos e começarmos a nos preocupar com a sociedade em que vivemos.
Estamos aqui para sermos mais alguns entre milhões, ou para fazermos a diferença?
Que futuro nós estamos construindo?
Pense e faça!!!
Sei que não podemos fazer muito, mas o pouco que fizermos já ajuda. Doem agasalhos, façam doações, sejam voluntários...

Ocas” saindo das ruas


Ocas” saído das ruas é uma revista publicada pela Organização Civil de Ação Social. A revista é uma chance de mudança efetiva na vida dessas pessoas em situação de rua. A integração decorrente da compra e da venda da revista permite que vendedores estabeleçam contatos com e deem novos passos de reintegração. O objetivo da organização é fornecer instrumentos de resgate da autoestima dos vendedores, criando mecanismos para que o indivíduo seja seu próprio agente de transformação. Dessa forma, a Ocas” é apenas um ponto de passagem, e não um destino efetivo. Ocas” promove a responsabilidade social e publica seções dedicadas a notícias nacionais e internacionais, lançamentos artísticos e ensaios. Além disso, a tem espaço para a expressão dos vendedores e aborda problemáticas relacionadas à exclusão social. A revista é produzida por jornalistas e não depende de grupos de comunicação ou está vinculada e interesses comerciais e políticos. Ajude você também: Compre a revista apenas de vendedores identificados (portam crachá), ou se pode fazer mais, envie um cheque nominal para a Rua Sampaio Moreira, 110, casa 9, Brás, São Paulo-SP, CEP 03008-010 ou faça um depósito no Banco Itaú, agência 0187, c/c 44013-6, enviando o comprovante para o endereço acima. Os recursos doados à organização são investidos na geração de renda e na ampliação de suporte social a novos vendedores. Colabore e nos ajude a promover a responsabilidade social.
O retorno é garantido!!!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Não à MP 458!



A MP 458 apresentada pelo Congresso Nacional no dia 02/06, tem como objetivo a privatização de mais de 26 milhões de hectares de terras da Amazônia. A medida possibilita que 80% das terras públicas apropriadas irregularmente beneficiem grileiros e empresas privadas.
Após uma longa disputa, a bancada ruralista conseguiu nos impor por uma apertada maioria de 23 votos a favor a 21 contra, a Medida Provisória 458, a MP da Grilagem.
Agora a aprovação dessa medida está nas mãos do presidente da República. Cabe a ele decidir o futuro dessas terras, assinando ou não essa medida.
A Amazônia já foi explorada demais. Se continuar dessa maneira, em pouco tempo não nos restará mais nada dela. Com a privatização dessas terras, o desmatamento aumentará e mudanças climáticas continuaram em ritmo cada vez mais acelerado. Não só o Brasil, mas todo o planeta sairá perdendo.
Sabemos que a privatização nunca foi e jamais será um bom caminho para o desenvolvimento de um país. Não queremos ver as nossas terras, que nem precisa falar aqui da importância que tem para todo o planeta, nas mãos de um pequeno grupo de ruralistas que as utilizaram para seus próprios interesses, tirando proveito de suas riquezas e explorando mão de obra para encher seus bolsos de dinheiro. Enquanto muitos sofrem sem moradia, alimentação e dignidade. Dessa maneira nunca iremos atingir a justiça e a igualdade social que tanto precisamos.
A responsabilidade para evitar esse desastre está nas mãos daquele que o criou, o presidente Lula.
Essas injustiças não podem continuar acontecendo. Não podemos permitir que essas ações sejam cometidas. Por isso, peço a vocês que colaborem com essa campanha Não à MP 458, pedindo ao presidente que não assine esta medida. Ligando diretamente para o telefone do Gabinete do Lula: (61) 3411.1200 ou (61) 3411.1201 ou enviando um e-mail pelo link: https://sistema.planalto.gov.br/falepr2/index.php.
Faça sua parte. Afinal, todos nós ficaremos muito gratos se essa injustiça não for cometida.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Pensando verde


Foto tirada daqui.

Hoje, 5 de junho, é o Dia Mundial do Meio Ambiente. Neste ano, a sede do Dia Mundial será no México, para mostrar a importância da América Latina na luta contra a degradação ambiental e as mudanças climáticas, que têm se mostrado cada vez mais drásticas.

O tema das comemorações é: “Seu planeta precisa de você: Unidos contra as mudanças climáticas”.

Este dia de comemoração foi criado pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 1972, marcando a abertura da Conferência de Estocolmo sobre o Ambiente Humano.

Mas, creio eu, nós não temos tantos motivos assim para comemorar. Por exemplo:

  • Há somente 2,5% de água doce no planeta;
  • A população está cada vez mais crescente, o que gera um maior consumo e utilização dos recursos naturais para a sobrevivência humana;
  • Milhares de animais são retirados do seu habitat para serem comercializados como espécies exóticas, o que resulta no aumento da extinção, uma vez que muitos destes morrem ao serem transportados (em caixas e gaiolas sem higienização e apertadíssimas para passarem desapercebidos) – lembrando que na China, e em outros países, a pele dos animais são arrancadas quando estes ainda estão vivos;
  • Existem as diversões esdrúxulas e patéticas, tais como as touradas, os rodeios, a caça aos animais silvestres;
  • A caça às baleias ainda é predominante em alguns países;
  • As geleiras dos pólos estão em derretimento;
  • Não há saneamento básico de qualidade para todos;
  • De acordo com o IBGE, no Brasil, 76% do lixo são jogados a céu aberto;
  • Mesmo que o Brasil tenha reduzido cerca de 90% dos desmatamentos da Amazônia em relação ao ano passado, a floresta já perdeu mais de 20% do seu tamanho original;
  • O desmatamento e a grilagem (posse ilegal de terras mediante documentos falsos) são os maiores fatores que contribuem para as queimadas, que por sua vez emitem CO2, contribuindo assim para o aquecimento global – um problema gera outro, que gera outro, e assim por diante;
  • Segundo o IBGE, 20% dos alimentos são desperdiçados;
  • Não há um estudo seguro que comprove os benefícios dos alimentos trangênicos;
  • As pessoas resistem à separação de seus lixos para a reciclagem e ao consumo responsável.

São muitos os assuntos a serem discutidos, muito mais do que esses que eu lembrei e ressaltei.

É verdade que muitas empresas HOJE tomaram a iniciativa de trabalhar somente com produtos ecológicos, o que pode ser uma boa estratégia de marketing. Uma sandália feita de pneu (que algumas comunidades faziam faz tempo, e vendiam nas estradas e feirinhas a um preço baixo) hoje não custa menos que 30 ou 40 reais. Ser ecologicamente correto virou moda. Até mesmo um refrigerante (do grupo Coca-Cola) de guaraná se promove com o marketing EKO só porque contém chá verde em sua composição! Tomar chá verde com guaraná enlatado, na minha singela opinião, não faz você colaborar mais com a natureza, não é deste tipo de propaganda banal que a sociedade precisa para se conscientizar.

Empresas como a Natura, que faz um excelente trabalho, já estão no ramo (de trabalhar com produtos naturais) há muito mais tempo, além de fazer trabalhos sociais que estimulam integração e preservação do meio ambiente.

A curto prazo, nossa contribuição pode parecer (e talvez realmente seja) mínima, mas precisamos fazer algo. Em casa, utilizamos sabão de coco (infelizmente, agora que eu aboli o uso de detergentes, minha mãe utiliza mesmo assim), pois, além de bactericida, tira muito mais a gordura e polui muito menos a água; juntamos óleo vegetal e doamos para pessoas que fazem sabão em barra; separamos nosso lixo e deixamos à disposição (uma sacola com plásticos e garrafas pet, outra só com latas e alumínio, e etc) para as pessoas que sobrevivem da reciclagem; economizamos água e energia, pois nos preocupamos com os recursos naturais que irão “sobrar” para a próxima geração. No começo é difícil se adaptar, mas com o tempo torna-se rotineiro, e até mais prático e, claro, diminui a quantidade de lixo nos aterros sanitários.

Eu sei, eu sei que este post é grande, mas é necessário. Se nós não nos preocuparmos agora (o que deveria ocorrer desde o começo da civilização), em um futuro próximo teremos que fazer uma seleção para ver quem vai habitar o planeta, ou disputar espaço com os lixões, ou ter um organismo que não necessite de água, ou ter uma pele que agüente raios ultravioletas e graus que cheguem à 65º (com o buraco da camada de ozônio, ou pior, sem buraco e sem camada), ou... Enfim.

Se quiserem mais informações sobre a situação do nosso planeta, você pode acessar aqui, ou entrar aqui, e aqui também.

Tem umas dicas da WWF que são super bacanas.

Ou você pode acessar o Código Ambiental da Cidade de São Paulo.

Não seja egoísta e não pense só no SEU futuro. Outras gerações virão.

“Quando a última árvore tiver caído,
Quando o último rio tiver secado,
Quando o último peixe for pescado,
Vocês vão entender que o dinheiro não se come.”

Greenpeace.


Gabi, aqui.

domingo, 3 de maio de 2009

Marcelo Camelo na Virada Cultural 2009

Por Guilherme Peace

Estive ontem na Virada Cultural, em São Paulo, especificamente na rua São João, no show de Marcelo Camelo, que teve início às 00:00 hs.

Camelo tocou as canções de seu disco solo e mais algumas composições suas nos Los Hermanos, em versões inusitadas.

No começo a qualidade do som estava baixa, mas logo isso foi resolvido. A banda Hurtmold, que o acompanhou, está de parabéns, assim como o público, sempre fiel. A organização do festival não deixou a desejar, pelo menos neste show.

Marcelo Camelo fez a versão "sem Mallu Magalhães" de "Janta", que impressionou pela qualidade dos arranjos. A última canção do show, "Além do que se vê" foi de arrepiar, quando os músicos iniciaram uma loucura de instrumental na hora do solo. O trompetista Rob Mazurek não deixou a desejar, e teve seu momento de show particular, muito aplaudido.

Durante todo o show, Camelo elogiou o público e a posição do palco, a vista que tinha dali. “Que lugar incrível. É muito lindo daqui de cima”, disse ele, bem mais emocionado do que na reunião com os Los Hermanos, no Just a Fest, onde fizeram abertura para o Radiohead.

Depois de emocionar o público com a última canção, Camelo foi até o canto do palco e beijou a namorada Mallu Magalhães, em sinal de que o show também o emocionou, provavelmente.

A Virada Cultural prossegue, e daqui a pouco eu sairei da casa do meu amigo Alex, na Sé, e caminharei até a São João, no mesmo palco em que assisti Marcelo Camelo, desta vez para ver a Maria Rita.

Acho melhor não me atrasar...



Guilherme Peace